Opinião - 16/01/2014

SOBRE O MARANHÃO

Ocupando há vários dias grandes espaços na imprensa, não só no Brasil, mas em todo o mundo, pela onda de violência que aterroriza os cidadãos de bem, o estado do Maranhão merece algumas considerações. Vamos a elas:

 

1. Dados oficiais mostram que o Maranhão, governado ou dominado pela família Sarney há cinco décadas, tem o segundo pior índice de analfabetismo entre as 27 unidades da federação e a pior renda per capta. Seu IDH – Índice de Desenvolvimento Humano só perde para Alagoas e a mortalidade infantil é a segunda maior do Brasil.

 

2. Muitos presos foram mortos na penitenciária de Pedrinhas, na capital do estado e de dentro dela partiram ordens para queimar ônibus, provocando a morte de grande número de inocentes, inclusive uma menina de 6 anos.

 

3. Em entrevista coletiva, três dias após a morte da menina, a governadora Roseana Sarney disse que “o Maranhão vai muito bem”. E acrescentou outra pérola: “Um dos problemas que estão piorando a segurança é que o estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes”. Como vai muito bem o Maranhão, digníssima governadora, com índices tão abaixo do que se espera para uma população viver com um mínimo de dignidade?

Como explicar, nobre governadora, que o fato de o estado estar mais rico aumenta a violência, se é verdade mesmo que o estado está mais rico, ou isto é apenas mais um delírio de vossa excelência? Se isto for mesmo verdade, então que o Brasil solicite imediatamente à ONU intervenção na Suécia, que, na ótica “sarneyista”, deve estar à beira de um banho de sangue.

 

4. Para finalizar, uma humilde sugestão, a título de contribuição para melhorar os destinos do nobre estado do Maranhão: que o Congresso Nacional aprove emenda à constituição, proclamando a independência do quintal dos Sarneys e criando o RIM – Régio Império do Maranhão.  No mesmo ato, nossos nobres deputados e senadores poderiam criar a dinastia Sarney, com poderes absolutos para governar o novo império pelos séculos e séculos, amém, tendo à frente o imperador José Sarney e na linha sucessória os príncipes Fernando, Zequinha e Roseana e respectivos rebentos. O Brasil inteiro, que com os impostos arrecadados sustenta este feudo há pelo menos cinquenta anos, penhoradamente agradeceria.

 

 

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