Opnião - 08/05/2014

IGREJAS (1)

Um morador do bairro Boa Vista  precisou ir à farmácia na fria noite de domingo passado e verificou algo que, até então, lhe passara despercebido: em um raio de não mais que 500 metros, passou por templos de 4 das chamadas igrejas evangélicas. Se incluir as duas que viu na rua Antônio Olinto, o total chega a 6. Mais: mesmo com o frio intenso, em uma noite de domingo, os templos estavam lotados de fieis em oração, em um total estimado em duas mil pessoas, muitas delas jovens.

 

IGREJAS (2)

De volta ao conforto e o calor da casa, com o remédio comprado, o referido leitor pôs-se a meditar a respeito do que vira e sentiu uma sensação boa percorrer-lhe a mente e o corpo. Em um mundo e em um tempo em que as pessoas vão perdendo o saudável hábito da convivência, é muito bom ver tantas pessoas em um fraterno encontro para a oração. Em um tempo em que se pensa tanto em ter cada vez mais, é bom ver pessoas que reservam preciosas horas do seu tempo para cuidar das coisas da alma, do espírito, ou seja que nome cada um dê a este mistério invisível que é parte indivisível de cada ser humano. Não importa a crença, pois elas são muitas, importa, sim, acreditar que cada um pode fazer a sua parte para fazer deste um mundo melhor para se viver.

 

CONTRAPONTO (1)

Repórter de uma emissora de rádio de Belo Horizonte entrevistava jovens que, havia vários dias, estavam acampados em frente à casa de espetáculos em que se realizaria um show da cantora canadense Avril Lavigne. Além da exagerada idolatria a um desses meteoros que passam pelo mundo da música sem deixar saudade, chamou a atenção a fala de uma jovem de 19 anos. Após dizer seu nome completo e despejar os elogios à musa pop tão comuns entre os fãs, disse algo que, analisado a fundo, é muito sério: estava na fila havia mais de uma semana, tem emprego, mas estava de atestado.

 

CONTRAPONTO (2)

As declarações da jovem e ardorosa fã podem levar a, pelo menos, 3 reflexões: 1. Partindo do princípio de que conseguira um atestado médico para faltar tanto tempo ao trabalho, e estando lépida e fagueira, conclui-se que mentiu, ao médico e ao patrão. 2. Se o médico deu o atestado sem perceber qualquer doença na moça, feriu a ética da profissão e cometeu crime de falsidade ideológica. 3. Onde estão os pais, desta e de tantos jovens que passam dias e noites fora de casa para terem o “privilégio” de assistir a um show de música? Que geração é esta que o nosso país está construindo?

Última atualização (Seg, 12 de Maio de 2014 12:05)

 

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