OPINIÃO 04/09/2014

DILMÊS

O idioma oficial do Brasil é o português, mas nos acostumamos a conviver com uma série de outros, tais como economês, futebolês e politiquês, entre outros. Há até um filme fazendo sucesso sendo falado em cearês. Surge agora o dilmês, idioma falado pela ocupante do Palácio do Planalto e em seus sempre perigosos discursos de improviso, nos quais ela atropela a gramática, conjuga mal os verbos e abre mão da coerência e do bom senso. Selecionamos uma série de frases ditas em dilmês e vamos publicar neste espaço e nas próximas edições. Prepare-se, caro eleitor:

1.  “Eu sempre escuto os prefeitos. Por que é que eu escuto os prefeitos? Porque é lá que está a população do país, ninguém mora na União, ninguém mora… “Onde você mora?” “Ah, eu moro no Federal”.” (Já eu, moro no Estadual...)

2. “A única área que eu acho, que vai exigir muita atenção nossa, e aí eu já aventei a hipótese de até criar um ministério, é na área de… Na área… Eu diria assim, como uma espécie de analogia com o que acontece na área agrícola.” (Pô, e o tal ministério? O país parou para saber qual será o ministério que irá igualar a conta da esplanada com a da turma de Ali Babá.)

HORÁRIO ELEITORAL

É impossível, a qualquer cidadão que tenha dois neurônios funcionando, ouvir o programa eleitoral no rádio e ficar indiferente. Tem de tudo, principalmente comédia, nas propostas apresentadas pelos candidatos. Algumas delas, de tão absurdas, parecem ter sido elaboradas para funcionar em outro planeta, muito mais evoluído que o nosso. Um pequeno exemplo: em uma tacada só, um partido prega a eliminação do vestibular, a estadualização de todas as escolas particulares e gestão tripartite na Universidade do Estado de Minas Gerais, com maioria de estudantes na composição da direção. Colocando os dois neurônios para funcionar, um eleitor poderia perguntar aos “donos” deste partido: qual é o chá que vocês tomam nas reuniões de pauta dos programas eleitorais?

 

 

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