OPINIÃO 01/10/2014

QUEM EXPLICA?

Tente explicar a um estrangeiro a mirabolante legislação que permite que o Brasil pode ter dois presidentes em pleno exercício da função ao mesmo tempo. Aconteceu de novo na semana passada, quando a presidente Dilma Rousseff cumpriu uma tradição de mais de 60 anos e abriu a conferência geral da ONU. Como o vice não quis assumir, por ser candidato, assim como os presidentes da câmara e do senado, assumiu o presidente do STF. Na prática, havia, ao mesmo tempo, duas pessoas exercendo o mesmo cargo, com todas as prerrogativas a ele inerentes. Ou será que quem estava discursando na ONU não era a presidente, mas a candidata? Pelo conteúdo do discurso, vale mais apostar na segunda hipótese.

 

HORÁRIO ELEITORAL

Terminou o horário eleitoral obrigatório em rádio e TV, mas não dá para esquecer promessas de alguns candidatos, tamanho o seu grau de estupidez e desconhecimento da legislação. Uma candidata a deputado federal prometeu criar lei que vai impedir que “candidatos racistas sejam candidatos (sic) em Minas Gerais”. A proposta leva pelo menos a duas reflexões. A primeira, de ordem prática: como determinar se um candidato é racista? Será que ele vai declarar esta condição na ficha de inscrição? A segunda é de ordem institucional: alguém deveria avisar a esta candidata que deputado federal não cria leis estaduais.

 

HORÁRIO DE AULA

Que o parque náutico é ótimo lugar para se fazer caminhadas, pela agradável mistura da beleza do lugar com a extensa área verde e pistas exclusivas, sem disputar espaço com carros, todos os sete-lagoanos sabem. Sabem também três adolescentes em uniformes escolares que caminhavam descontraídos pela orla, portando seus inseparáveis smartphones, pouco depois das sete horas da manhã, ou seja, horário em que deveriam estar dentro da sala de aula. A escola sabia que eles não estavam lá, mas será que os pais sabiam?

 

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